iFood Move e Delivery 2026: o que vimos no evento

Saímos do iFood Move com uma impressão bem clara sobre o delivery em 2026: a tecnologia segue acelerando, mas o resultado ainda pertence a quem executa bem o básico. Participamos como público, sem estande, e isso nos deu uma vantage point mais aberta para observar conversas, prioridades e sinais reais do mercado. Para quem opera delivery todos os dias, esse tipo de leitura vale mais do que qualquer resumo pronto.
O evento reforçou algo que nós já defendemos na voa.delivery: inovação importa, mas ela só ganha tração quando existe operação organizada, cliente no centro e clareza sobre o que o negócio quer controlar. Foi nessa combinação entre novidade e fundamento que o encontro fez mais sentido.
Destaques que levamos do iFood Move para o Delivery 2026
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Inteligência artificial foi um dos temas mais fortes do evento.
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O básico bem feito ainda aparece como o maior gerador de resultado.
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O ecossistema está mais maduro, com soluções para áreas além da entrega.
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O canal próprio apareceu com mais força do que muita gente esperaria.
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Para 2026, a discussão deixa de ser só vender mais e passa a ser operar melhor.
No Delivery 2026, IA cresce, mas o básico ainda decide o jogo
A inteligência artificial estava em alta, isso era visível. O ponto mais interessante, porém, não foi a promessa de automatizar tudo. Foi perceber que, por trás do entusiasmo com IA, ainda existe uma verdade operacional muito simples: negócio nenhum sustenta resultado se atendimento, expedição, comunicação com o cliente e rotina de entrega continuam falhando.
Essa foi uma das mensagens mais fortes que tiramos da experiência. A tecnologia desperta atenção, mas o que mais separa uma operação saudável de uma operação instável continua sendo a consistência. Em outras palavras, o delivery em 2026 parece caminhar para um cenário em que ferramentas mais inteligentes estarão disponíveis para mais empresas, mas a vantagem real seguirá com quem souber usar essas ferramentas sobre uma base bem montada.
Na prática, isso muda a conversa. Em vez de perguntar apenas qual novidade testar, faz mais sentido perguntar: nosso processo já está redondo o suficiente para transformar tecnologia em eficiência real?
O ecossistema de food service ficou mais diverso e mais maduro
Outro sinal forte do evento foi a variedade de soluções circulando ao redor do food service. Conversamos com empresas ligadas a RH, financeiro, gestão e dados, sempre de forma ampla, sem olhar para um único pedaço da operação. Isso mostra um setor mais maduro, que já entende que delivery não se resolve só com venda ou só com logística.
Quando diferentes áreas ganham espaço na conversa, o recado é claro: operar bem virou uma disciplina integrada. Contratação, controle financeiro, leitura de indicadores, organização do fluxo e experiência do cliente deixaram de ser temas paralelos. Hoje, eles fazem parte da mesma equação.

Para nós, isso reforça uma visão importante. O delivery ficou profissional demais para depender de improviso. Quem trata a operação como sistema tende a ganhar previsibilidade. Quem ainda trata como remendo do salão ou extensão informal da cozinha tende a sentir mais pressão.
O que mais nos chamou atenção no iFood Move: o canal próprio apareceu com força
Talvez o ponto de maior autoridade que levamos do evento esteja aqui: mesmo dentro de um encontro puxado por um grande player do setor, o crescimento do canal próprio ficou evidente. Não estamos falando de discurso isolado. A sensação, nas conversas e no ambiente, era de que cada vez mais operações querem entender como depender menos de um único canal e construir mais controle sobre a própria receita.
Isso reforça exatamente o que já defendemos há tempos. Marketplace pode fazer parte da estratégia, mas não deveria ser a estratégia inteira. Quando o restaurante trabalha canal próprio, ele não está apenas abrindo mais um meio de vender. Ele está buscando proximidade com o cliente, margem mais saudável, leitura mais clara da operação e poder de decisão sobre a própria logística.
No Delivery 2026, essa discussão tende a ganhar ainda mais espaço. Não porque um modelo substitui o outro, mas porque a operação mais inteligente costuma ser aquela que combina aquisição, recorrência e eficiência sem ficar presa a um único caminho.
Por que esse ponto importa tanto para quem opera delivery?
Porque canal próprio não é só tema de marketing. Ele conversa diretamente com logística, tempo de entrega, escala de equipe, padrão de atendimento e experiência de recompra. Quando o operador começa a olhar para isso de forma integrada, sai da lógica de apagar incêndio e entra na lógica de construir estrutura.
É justamente nesse ponto que a voa.delivery enxerga valor. Como infraestrutura operacional para quem quer mais controle sobre a logística, nós seguimos olhando para o delivery como método, não como aposta. E o que vimos no evento só reforçou essa direção.